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O vestuário português dos séculos XV e XVI  

VESTUÁRIO BURGUESIA

Proprietários rurais, mercadores, financeiros, ambulantes, mesteirais, físicos, cirurgiões, ourives, letrados, etc., constituíam o núcleo social da burguesia. Com o desenvolvimento e reforço do Estado, o aumento do funcionalismo e do tráfego marítimo aumentou a sua influência e poder. A burguesia vestia-se assim de maneira proporcional à sua nova condição social. Comportava-se como uma classe em ascensão, por vezes em grupos isolados, e torneando as pragmáticas que lhes restringiam a liberdade no vestir. Passaram a usar vestimentas ricamente bordadas, de cetim, seda e veludos, não permitindo que a diferença no trajar fosse tão acentuada como anteriormente.

Nas gravuras originais das primeiras edições das obras de Gil Vicente e de António Ribeiro Chiado, é vulgar ver burgueses representados com calções tufados, calças largas, meias altas, pelotes ou gibões cavados com aplicações,, camisas de renda com golas encanudadas, sapatos ou botas trabalhados. Outros, de casacos bordados, vestindo tabardos e gibões de bom corte.

A burguesia letrada- doutores, funcionários e magistrados- aproximava-se o quanto possível da figura bem vestida de Corte, embora com um vestuário mais discreto e sem brilho.

Do guarda-roupa de uma mulher da burguesia rural , em meados do século XVI , constam três saios de sarjo, pano e veludo preto, uma vasquinha de Ruão, uns calções de tafetá, um corpete debruado, três pelotes e um gibão, com uma ou duas capas.

Nos Capítulos Gerais das Cortes de Torres Novas de 1525 e das Cortes de Évora de 1535, levantam-se queixas contra os oficiais mecânicos e suas mulheres, porque se vestiam de uma maneira acima da sua condição, e vendiam as suas manufacturas a preços inacessíveis, para poderem custear o seu luxo. Diziam as criticas que, se havia diferença na qualidade das pessoas, a devia haver igualmente nos vestidos, e que os mecânicos e suas mulheres não usassem sedas ou outros panos finos. Mas a transgressão era constante como se pode verificar pela sucessão de pragmáticas publicadas. O luxo custava dinheiro, mas a burguesia podia pagá-lo.

De certa forma, torna-se difícil caracterizar a indumentária da burguesia, pois ao formar um núcleo composto por subgrupos sociais, por vezes distintos uns dos outros, o seu traje acabava por se diluir entre a imitação dos modelos usados pela aristocracia e o que de melhor podia vestir o povo. Destaque-se no entanto o sentido cosmopolita da alta burguesia portuguesa devido às suas ramificações internacionais e mercantis, na sua maior parte, judeus e cristãos novos.

IMAGENS

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